Foi publicado em 2007 no 6º CBGDP – Congresso Brasileiro de Gestão de Desenvolvimento de Produtos - o artigo “A otimização do Processo de Planejamento do Projeto de Produtos Industriais, pela Segmentação de Mercado e Arquitetura do Produto”.

O artigo trata da adição de técnicas e ferramentas para a otimização do processo de planejamento de projetos de produtos, obtendo-se uma estimativa de custos e tempo mais compatíveis, visando minimizar a discrepância entre o projeto orçado e projeto realizado. Estudos apresentam que podem existir discrepâncias de 35% (para baixo ou para cima) entre os orçamentos aprovados para projeto e os projetos concluídos. Já a técnica apresentada no artigo reduz as margens de erro para baixo das melhores práticas conhecidas na literatura, ou seja, abaixo dos 15%. Este resultado é obtido devido a fusão das técnicas do PMBOK com a Segmentação Tecnológica de Mercado da TipoD, que resulta no processo de S+AP (Segmentação somada à Arquitetura do Produto), onde o WBS top-down do modelo de referência é re-processado com a Arquitetura do Produto, gerando uma estrutura WBS mais robusta com todos os WPs devidamente identificados. Para receber o artigo em formato PDF, deixe seu post com e-mail!
O congresso teve como tema central o GDP: Conhecimento, Colaboração e Inovação. O CBGDP tem como objetivo fomentar a difusão e a discussão dos principais temas correlacionados com a Gestão do Desenvolvimento de Produtos, e promover intercâmbio entre pessoas e instituições, tanto do setor produtivo como da academia.
Fontes:
http://www.portaldeconhecimentos.org.br/index.php/por/content/view/full/559
http://www.portaldeconhecimentos.org.br/index.php/por/content/view/full/7846
Empresas Onde Todos se Divertem
Por 25 anos analisei as 1.000 maiores empresas do Brasil, e muitos professores de administração me perguntam como eu classificaria as companhias brasileiras com base nessa experiência. Daria um
livro, mas, resumindo em uma única página, diria que existem cinco tipos de empresa no país.
A empresa Tipo A é aquela na qual somente o dono se diverte. Tudo gira em torno dele, tudo é feito do jeito dele. Ele é o verdadeiro deus de sua companhia e assim consegue implantar rapidamente sua visão do negócio. É o “empresário bem-sucedido” que aparece em capa de revistas, invariavelmente sozinho. É o dono da verdade, de tudo e de todos. Não preciso dizer que os demais integrantes dessas empresas não se divertem nem um pouco, não é esse seu objetivo.
A empresa Tipo B é aquela em que somente os filhos do dono se divertem. O pai, com 95 anos, ainda a controla com mão-de-ferro, mas isso já não é tão fácil como antigamente. Ele está ficando gagá, só que não percebe e já não se diverte como antes. Ele nunca quis fazer a transição de uma empresa familiar para uma profissional, muito menos entregar a companhia aos filhos. Para manter-se no poder, comprou-lhes iates e BMWs e deu-lhes cargos no conselho para fazer absolutamente nada. Não conseguindo salário compatível em nenhum outro lugar, os filhos resignados se deleitam fazendo cruzeiros mundo afora. No fundo, são os únicos que se divertem.
A empresa Tipo C é aquela onde ninguém mais se diverte. O pai de 95 anos finalmente morreu sem deixar uma equipe de administradores profissionais que pudesse salvar a companhia. Os filhos chamados às pressas do Caribe começam a brigar entre si, porque também só entendem de iates e BMWs. A empresa vai de mal a pior, e os filhos se safam vendendo-a a uma multinacional.
E aí essa elite empresarial não entende por que todos os empregados, trabalhadores e sindicalistas de empresas A, B e C são de esquerda e por que temos tantos intelectuais e professores de administração querendo acabar com tudo isso que está aí.
A empresa Tipo D é aquela na qual todo mundo se diverte. Ela não tem um único dono, é uma associação coletiva de pequenos acionistas, a maioria formada de trabalhadores da própria empresa, fundos de pensão de trabalhadores, da classe média, de médicos e engenheiros, poupando para a aposentadoria, para não depender do salário dos filhos. São as empresas de capital democrático, em que não há ações sem direito a voto, onde todos votam, como essas companhias listadas no novo mercado transacionadas todo dia na Bovespa. Elas são a concretização do sonho de Karl Marx, nas quais trabalhadores e consumidores são acionistas diretos das empresas em que trabalham ou compram, detendo assim os meios de produção.
Normalmente, o presidente dessas empresas é um administrador profissional, funcionário demissível a qualquer momento, como todos os outros. Nada de cargo vitalício como nas dos tipos A, B e C nem indicações por apadrinhamento político como nas empresas Tipo G, G de governo. O presidente dessas companhias é escolhido pela competência administrativa, e não pelo parentesco familiar ou loteamento político. Como esse administrador depende da cooperação de todos para manter-se no poder, a opinião geral é ouvida, todo mundo faz parte da solução, ele acredita no trabalho de equipe. As idéias de todos são desejadas e levadas a sério. Nessas empresas, o presidente não destrata nem desrespeita os subordinados, jamais berra em público, não é o dono da verdade, caso contrário não sobreviveria. São empresas preocupadas com o social, e não somente com o bolso do acionista controlador, que nessas empresas nem existe. O D é de Divertido, Diversificado e Democrático. Essas são as melhores companhias para trabalhar no Brasil, infelizmente muito raras devido à proliferação de empresas dos tipos A, B, C e G.
Mas empresas Tipo D estão sendo criadas todo dia. Um outro mundo é possível, mais democrático, mais bem administrado, mais includente, mais socialmente responsável e muito mais divertido.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1930, ano 38, nº 45, 9 de novembro de 2005, página 18
*extraído do site http://www.kanitz.com.br/veja/divertido.asp
Agradeço ao Prof. Itiro Iida pelo presente que foi este livro recém-lançado em português. Reitero que a etapa de planejamento de projeto trata-se de um gargalo de conhecimento na área de desenvolvimento de produtos. Para os interessados em livros de Design acredito que seja uma ótima oportunidade de leitura tanto para profissionais de mercado tanto para estudantes e professores.
Segue abaixo a apresentação do Livro - Briefing: A Gestão do Projeto de Design, do autor Peter L. Phillips. Tradução do Prof. Dr. Itiro Iida. Editora Blucher.
Briefing: A Gestão do Projeto de Design
Peter L. Phillips
ISBN: 9788521204381
Páginas: 208
Formato: 17x24 cm
Ano de Publicação: 2008
Peso: 0.410 kg
Sumário:
Há quem pense que a criatividade não possa ser formalizada, normalizada ou descrita. Este é um dos motivos pelos quais designers ainda hoje relutam em produzir um briefing antes de começar seus trabalhos, assim como as empresas acreditam que isto seja uma perda de tempo.
Contudo, um bom briefing pode poupar muito trabalho e evitar problemas burocráticos durante a criação. A estruturação de recursos e objetivos guia a criação não restringindo-a, mas fundamentando e potencializando os resultados obtidos.
De forma clara e concisa, o livro auxilia profissionais a entenderem a importância do briefing e como produzi-lo de maneira eficaz. Escrito baseado na experiência profissional do autor, é fácil identificar paralelos com o cotidiano das empresas e dos designers.
Para os estudantes, o livro é uma forma de familiarizá-los com o briefing, para que eles entrem no mercado de trabalho conscientes da importância desde planejamento prévio que, muitas vezes, é negligenciado nas escolas.
Sobre o Autor:
Peter L. Phillips
É designer com trinta anos de experiência como professor, projetista, gerente de design e consultor de grandes empresas. Participa das atividades do Design Management Institute apresentando seminários e cursos, além de ter escrito muitos artigos. Ganhou reconhecimento internancional pela divulgação do processo de elaboração de briefings e de seu uso como ferramenta estratégica na gestão de empresas.
Acesse mais detalhes no Link:
http://www.blucher.com.br/livros.asp?Codlivro=04381#sumario
Abraços,
Marcos Buson